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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Uma experiência nova

O Clube de Cinema saiu da Escola para ver um filme.

Eu sei que já o tínhamos feito na nossa primeira saída em 29 de Abril de 2009 na visita que fizemos ao “Indie Lisboa 09” ver um filme alemão de discutível qualidade (ver post no nosso blogue).



Depois, no mesmo ano, em 21 de Outubro, voltámos ao Cinema S. Jorge no DocLisboa 2009 para ver um conjunto de 3 interessantes documentários com a particularidade especial de o debate ter sido feito em inglês…


Nestas duas primeiras saídas fizemos sempre uma paragem obrigatória na Cinemateca e prometemos a nós próprios que voltaríamos exclusivamente para uma sessão do CC neste agradável espaço (o que não aconteceu ainda…)
Este ano no dia 20 de Outubro fomos novamente ao DocLisboa mas desta vez na Culturgest.



O filme foi polémico e permitiu um debate inédito e inesquecível à porta da instituição por falta de melhor lugar. Nesse dia houve até quem visse alguns pavões junto à Biblioteca das Galveias.



O Clube de Cinema já tinha sido sugerido, em Janeiro, que pudéssemos ir ver o filme (daqueles com estreia recente e num espaço cinematográfico comercial) “Invictus”, de Clint Eastwood, mas tal não se concretizou.
Até que finalmente (em poltronas confortáveis) com o requinte duma sala quase totalmente escurecida e também quase exclusivamente só com a nossa presença pudemos usufruir deste prazer tão cinéfilo e ver o filme "Rede Social" de David Fincher no Cinema Dolce Vita de Miraflores. Só responderam à chamada 9 pessoas - foram notadas as ausências justificadas daqueles que ultimamente reagem mais negativamente ao desconforto do Anfiteatro da nossa escola. Tivemos ainda a boa surpresa da presença do Ricardo do 12º B e da Christine (espero que esteja bem escrito) do 11º ano e que está a estudar este ano na ESPJAL vinda da Dinamarca.

E aconteceu aquilo que eu não suspeitava. Afinal, mesmo com as deficientes condições de projecção de imagem, de som e com o desconforto das cadeiras de madeira, o ambiente que se instala nos anfiteatros onde são visualizadas as nossas sessões do CC torna diferente o debate (troca) de opiniões e cria um clima muito especial naquelas sessões em que a maioria dos presentes decide dar o seu contributo de livre e espontânea vontade.
Como aconteceu, aliás, na penúltima sessão em que convidámos a realizadora Joana Pontes para ver e deabter o documentário "As Horas do Douro".




Isto não significa que eu não tenha gostado da experiência. Foi desta maneira que eu vi a maior parte dos filmes da minha vida. Mas os debates no CC têm outro sabor quando realizados nos Anfiteatro da ESPJAL. O que podemos e devemos é melhorar aquilo que não funciona tão bem. Algo que o Clube pretende dentro em pouco dar o seu contributo.
Sobre o filme “A Rede Social” espero este fim-de-semana poder dar a minha opinião.

terça-feira, 5 de maio de 2009

“Father and Daughter”

Talvez o meu grau de exigência relativa ao filme “Leroy” estivesse a ser exagerado. Talvez as minhas expectativas fossem demasiado altas…
Depois de uma tarde tão bem aproveitada (mas breve) na Cinemateca pelos cinéfilos da ESLAV do Clube de Cinema (deixando em aberto a possibilidade de lá voltarmos outra vez) esperava ver um filme que pudesse encerrar duma forma mais ou menos perfeita e inesquecível.
Daí, talvez, o meu desapontamento. Continuo, no entanto, a pensar ser importante ver uma vez ou outra, também algumas obras cinematográficas ditas menos interessantes. Desta forma fortalecemos o nosso espírito crítico e damos mais valor à qualidade de outros filmes.

Mas nem tudo estava perdido.

Após o filme havia um debate cujo tema era: “A Acção do Cinema nas Escolas”. Alguns de nós ainda passámos por lá mas como a hora já era tardia a maioria teve que sair. Eu estive quase também a fazê-lo. Mas acabei por ficar. O André reconheceu a pessoa que moderava o debate (amigo do pai) e decidiu esperar pelo final para a cumprimentar. E eu, em boa hora, fiz-lhe companhia. O senhor chama-se Possidónio Cachapa, escritor, coordenador do “Indie Júnior” e realizador recente de um documentário sobre o também escritor Urbano Tavares Rodrigues. A conversa, mais para o fim, acabou por ser muito interessante e fui constatando que por muitas outras escolas do nosso país (e do estrangeiro) também se valoriza bastante a presença da 7ª arte.
No final, depois da esperada saudação do André, acabei por convidar o senhor para numa data futura poder vir à ESLAV comentar o seu documentário ou falar de outro filme. E ele, bastante interessado, acedeu.

À noite, depois do ritual que consiste em verificar as várias caixas de e-mail (demasiadas) fui ao Google e digitei: Possidónio Cachapa. Entre outras informações fui directo ao seu blogue: “Prazer_Inculto”. Vasculhei os textos, algumas preferências cinematográficas e descobri este vídeo realizado por Michael Dudok de Wit:



E finalmente percebi que só nessa altura é que se tinha encerrado duma forma perfeita um dia tão bem passado. E fui dormir. Bem menos desapontado. Não acham?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Clube de Cinema foi à Cinemateca e ao Indie



O tempo estava um pouco cinzento ameaçando chuva… que não houve.
O bilhete da viagem de autocarro não foi barato mas a comodidade e a rapidez compensaram.
O grupo de cinéfilos da ESLAV, embora incompleto, esteve como algumas classificações de filmes: 5 estrelas.

O Afonso continua a surpreender pela sua facilidade de integração no Clube. E parece que tem um pai que também gosta de cinema.

O Guilherme “salvou-nos” quando estávamos separados e utilizou a seu poder de orientação para guiar o grupo “divisionista”.

O André Vieira maravilhou-se com o espaço da Cinemateca e manteve-se com perseverança até ao fim do debate do Indie para poder cumprimentar o amigo do seu pai.

O João Sacramento fez uma vénia especial à vitrina do filme com o Johnny Depp, encantou-se com a livraria “39 degraus” e continua a ser a “base de dados cinematográfica” necessária ao grupo.

O João d´Éça guiou-nos pela Cinemateca e provou que continua a ser uma voz importante no Clube.

A Beatriz manteve a sua simpatia natural e também a sua capacidade de ter um comentário esclarecido e sempre a propósito.

A Mónica permaneceu sonhadora e sempre ávida de conhecer e fruir as novidades da vida.

A Eliana fez jus ao seu poder de observadora e de comentadora assertiva sempre que se justificava.

As saborosas gargalhadas do Professor José fizeram-se ouvir novamente e continua a ser o elemento fundamental do Clube para desbloquear aquelas situações incómodas de impasse.

Faltaram as opiniões sempre válidas do André Jorge, os comentários brincalhões do Ruben e o sorriso maroto do Vasco. Também faltaram as observações pertinentes dos Professores Márcio, Madalena e João Camacho. Não há problema. Virão para a próxima.

Quanto a mim, esta quarta-feira foi mais uma das várias que este ano lectivo o Clube de Cinema me proporcionou: agradável, diferente e sempre muito motivadora para o meu trabalho de professor. Espectacular, portanto.

Ah! É verdade o filme “Leroy” se calhar foi um pouco fraquinho… (ou talvez não porque “gostos discutem-se”) mas também “ninguém é perfeito”…