segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cinema No Verão

Com pouco tempo para escrever, mas sem querer negligenciar este blogg (que, de resto, já o foi por quase todos os seus membros), queria apenas deixar uns pequenos conselhos cinéfilos aos meus excelsos camaradas e amigos do clube de cinema, para quem os achar de qualquer interesse.
Sobre as estreias de verão, queria dizer o seguinte:

O ESCRITOR FANTASMA - a não perder. como eu já tinha mais ou menos profetizado, polanski acabou por fazer um grande filme, depois de tretas como o pianista e o oliver twist. O filme é um thriller político com alguma ambiência e com muitas reminiscências de filmes anteriores de polanski. Tomem atenção às duas cenas finais, que só por si fazem o filme. ****½

INCEPTION - uma grande desilusão de filme. Anunciado como uma obra-prima contemporânea, descobri um filme que não inventou nada, que se resume a um enredo confuso e desinteressante que demorou uma década a ser escrito, e a uma sucessão de sonhos "visualmente enfadonhos" (como diz Luís Miguel Oliveira, do público). Um blockbuster com efeitos especiais fantásticos, é verdade, mas que fica muito aquém das expectativas. Qualquer outro filme de christopher nolan é superior a inception, um cineasta inglês até bastante interessante mas que se deixou seduzir pelos estúdios americanos. **½

THE A-TEAM - outro blockbuster de Joe Carnahan (um dos mais tresloucados realizadores de sempre) que nos traz aqui uma adaptação da série televisiva dos anos oitenta. Engraçado e muito chanfrado. **

THE MAIDEN HEIST - um filme heist sem imaginação e sem ritmo. *

Infelizmente, ainda só tive tempo para ver estes filmes. No entanto, SHIRIN (Abbas Kiarostami); MEU FILHO, OLHA O QUE FIZESTE (Werner Herzog); CANINO; VÃO-ME BUSCAR ALECRIM; A TETA ASSUSTADA; TOY STORY 3; e o CASO FAREWELL, integram a minha lista A VER.
Esta quinta-feira, estreará THE EXPENDABELS, que, ou assim parece, vai ter um Stallone (actor/realizador) na sua melhor forma.
Deixo também a nota de que ontem faleceu a grande actriz norte-americana Patricia Neal, que esteve casada trinta anos com o escritor Roald Dahl.
Cumprimentos, Camaradas.
Eça

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"A Última Sessão" (deste ano lectivo...)

Para complementar o anterior post do José aqui vai o vídeo com apenas alguns apontamentos.



Esta sessão foi um dos momentos mais emocionantes que ultimamente o Clube de Cinema me tem oferecido.
As gravações reflectem bem o que disse: alguma tremideira, falta de imagens significativas (as que anunciam o Melhor Filme do Secundário), sempre a mesma posição da câmara, o cartão da máquina a ficar cheio e muito mais que os mais cinéfilos detectarão facilmente. As minhas desculpas se falhou algo mais importante...

Espero que o filme, apesar destes problemas, nos dê um "retrato" mais ou menos fiel desta memorável sessão e que nos possa fazer recordar esta excelente maneira de encerrar, este ano lectivo, o projecto do Clube de Cinema "Gostos Discutem-se".

Só mais uma coisa: esta imagem estática do filme do You Tube em que aparece o João Sacramento ocorreu por uma casualidade. Coincidiu com a metade do filme. Nada de preferências do realizador...
Eu continuo a afirmar: GOSTEI DE TODOS os filmes premiados.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

E, OBVIAMENTE, À MINHA MÃE, QUE SEMPRE ME ACOMPANHOU E SEM A QUAL...

Não têm estado, de facto, muitas pessoas nas últimas sessões do clube.
Mas antes que me acusem de pessimismo, deixem-me acrescentar o que tinha em mente quando comecei a escrever este texto: os alunos que "fazem" o clube são um caso sério. Um caso sério de qualidade.
Não me surpreende, mas entusiasma-me confirmá-lo a cada momento:
Aqueles que vieram escolhendo e apresentando os filmes que vimos; os que foram agora, por sua vez, realizadores ou assistentes técnicos de curtas-metragens tão promissoras e tão elogiadas; ou aquela menina, em particular, que integrou o júri; ou o grupo do 8º ano que tem vindo cheirar, descobrir, intervir, e constitui a massa de que se fará o futuro do clube.

Faltaram os agradecimentos de cada um dos premiados à família. Mas eu tenho de agradecer: aos directores e actores dos filmes, o empenho, a colaboração, o gosto, o talento posto ao serviço do clube; tenho de agradecer às pessoas que constituíram o júri - a Carolina, a Elisa, a João e a Beatriz - o haverem aceite o convite, o terem-me proporcionado uma tarde magnífica de inteligência e discussão, o terem escolhido justa e sensatamente numa situação de escolha impossível; tenho de agradecer à Direcção da escola a generosidade, o reconhecimento, a presença, a participação.

E ao Francisco, companheiro desta aventura, precisamente esta aventura: um projecto a crescer e a voar, em que ele e eu ora somos semelhantes, ora completamente diferentes, mas nunca em choque nem em competição: sempre complementares.

Até para o ano!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

30ª Sessão (e última) no CC em 2010

FESTIVAL DE CURTAS-METRAGENS
Quarta-feira, 02 de Junho
no Anfiteatro às 14h30

ENTREGA DOS PRÉMIOS
e apresentação dos filmes
seguida de debate

Crespuscal’s
de
Guilherme Tavares,
Natasha Lima,
Rodrigo Teixeira e
Victória Freitas - 7.º B

A Tasca da Lena
de
Matilde
Coelho da Silva - 9.º C

Um Vírus Invulgar
de
Miguel Machado - 9.º C

Espera
de
João Sacramento - 11.º C

O Anti-Herói
de
André Jorge - 11.º E
e João d’Eça - 11.º F

segunda-feira, 24 de maio de 2010

29ª Sessão no CC em 2010

Quarta-feira, 26 de Maio
no anfiteatro às 14h30


ANDRÉ VIEIRA
(11.º C)
apresenta
Amadeus
de
Milos Forman



segunda-feira, 17 de maio de 2010

28ª Sessão no CC em 2010

Quarta-feira,
19 de Maio

na SALA 44
(Pavilhão E)

às 14h30

FESTIVAL DE
CURTAS-METRAGENS
com a presença da ex-aluna Carolina Rocha que apresenta a sua curta-metragem
"Onde Estão as Mãos de Eduardo"
em exibição extra-festival.


A Concurso vão ser apresentadas as seguintes curtas-metragens:
Escalão — 3.º Ciclo do Ensino Básico
Crepuscal’s
de Guilherme Tavares,Natasha Lima, Rodrigo Teixeira e Victória Teixeira do 7.ºB
A Tasca da Lena
de Matilde Coelho da Silva, Sara Carrilho, Rodolfo Esteves e Tiago Fernandes do 9.ºC
Um Vírus Invulgar
de Miguel Machado, Pedro Luís, Tomás Dias e Vítor Cabral do 9.ºC

Escalão — Ensino Secundário
Espera
de João Sacramento
do 11.ºC
O Anti-Herói
de André Jorge (11.ºE)
e João d’Eça (11.ºF)

deixo-vos com o trailer do filme da Carolina Rocha


domingo, 16 de maio de 2010

HUMPDAY

Hoje, ou melhor ontem, sábado, que já passa da medianoche, fui ao cinema. Ver o quê? Entre um pretensioso Robin Hood que pretende desmistificar o herói e substituir o fantástico Errol Flynn pelo mentecapto do Russel Crowe, transformando um filme de aventuras filmado em esplendoroso technicolor, numa mistela cinzenta e deprimente de sangue, porrada e efeitos slow motion; um Iron Man 2 que nos desilude por investir onde o primeiro mal tocara: cenas intermináveis de acção e mais acção e... (adivinhem!) ainda mais acção; uma versão travesti do retrato de Dorian Gray; uma Religiosa Portuguesa desancada pelos críticos; o lamechas e piroso The Blind Side; a comédia para atrasados mentais Date Night; e muitos outros filmes que estrearam nas nossas salas de cinema, decidi ir ver HUMPDAY.










HUMPDAY passou por muitos festivais internacionais, foi bem-recebido em todo o mundo e, sendo um filme independente e tratando um tema delicado, despertou a minha curiosidade. A história é simples: dois melhores amigos, um aventureiro semi-nómada que não acabou o curso e que leva uma vida libertina pelo mundo fora e um outro casado, sedentário e que pensa já em ter filhos, decidem fazer um filme pornográfico. A originalidade e o arrojo da coisa: serem dois heterossexuais a praticarem sexo homossexual. O filme deveria depois estrear num festival amador de pornografia... Não contarei o final do filme, pois isso estragará o seu interesse. No entanto, não posso deixar de mencionar o filme de Paul Mazursky: Bob and Carol and Ted and Alice (1969 - ou seja, feito há quarenta anos atrás), do qual HUMPDAY bebe muito.












Li a crítica publicada no Público de Vasco Câmara no qual ele compara o filme às obras de Rohmer e de Cassavetes, mas achei curioso que não nunca se mencionasse Mazursky. Para quem conhece o fantástico e arrojado Bob and..., só posso dizer que HUMPDAY é quase que uma nova adaptação, apesar de "menos corajosa" (também a verdade é que já passaram quarenta anos desde o filme de Mazursky, e a importância social de um filme destes hoje em dia é quase nula, ao contrário do que FOI nos anos 60). HUMPDAY é um filme muito bonito, e não me refiro ao facto de apesar do orçamento baixo (se é que havia orçamento!) conseguir uma fotografia esplendorosa em certos momentos, mas sim à forma como penetra na intimidade sentimental das personagens, com grandes close-ups e muitos zooms e movimentos de câmara que seguem os diálogos com grande intensidade. O argumento é de qualidade, os actores suficientemente convincentes. Vasco Câmara diz que logo no início do filme se percebe que não é mais uma "comédia javarda". Claro que não. Mas também não é um Bob and... É algo que fica no meio, mas que vale a pena ver, nem que seja pela simples celebração do que se consegue fazer com pouco dinheiro e muita imaginação (não, não precisamos de tubarões de borracha nem de dinossauros feito a computador para termos cinema...). O título em português do filme é HUMPDAY - Deu para o torto. Deu para o torto? Por outro lado: deu até muito bem...